CNAF, Confederação Nacional das Associações de Família
Falta de trabalho não é uma oportunidade mas antes um sério ataque à dignidade humana e à estabilidade familiar
Agentes políticos tardam em tomar medidas
"As famílias portuguesas estão cada vez mais preocupadas e sem esperança, sentem que estão numa fase de retrocesso social irreversível. A falta de trabalho não é uma oportunidade mas antes um sério ataque à dignidade humana e à estabilidade familiar" - refere em comunicado a CNAF, Confederação Nacional das Associações de Família, para quem "em resultado do aumento insuportável da carga fiscal" desenvolve-se "o fenómeno quase diário da violência dos contribuintes contra as autoridades fiscais", fenómeno "ilustrativo da grave perturbação e revolta social que começam a dar sinais de alarme", e perante as quais "os agentes políticos tardam em tomar medidas".
Comunicado CNAF
Aumento do desemprego preocupa as famílias portuguesas
O desemprego constitui um grave flagelo social e económico para os próprios cidadãos visados e as suas famílias, exercendo ainda uma pressão insustentável sobre os que trabalham e mesmo sobre a situação financeira da segurança social, além de conduzir a um aumento nos níveis de criminalidade e de conflitualidade social e familiar.
Segundo os dados oficiais, a taxa de desemprego em Portugal subiu para 14,9% no primeiro trimestre de 2012, um novo máximo histórico, correspondendo a um aumento de 2,5 pontos percentuais face ao trimestre homólogo, destacando-se ainda a subida de 37% num ano, relativamente ao número de licenciados sem emprego.
Não se trata, infelizmente, de uma total surpresa, sobretudo em virtude das empresas de carácter familiar já não suportarem atualmente o aumento exponencial da carga fiscal imposta pelos responsáveis políticos, designadamente o importante setor da restauração que sofreu um aumento de 13% para 23%, não conseguindo já realizar as entregas de imposto nos cofres do Estado, numa conjuntura de grave recessão. A Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) já veio alertar muito recentemente que só este ano o setor da restauração pode perder cerca de 50 mil postos de trabalho.
Em resultado do aumento insuportável da carga fiscal, o fenómeno quase diário da violência dos contribuintes contra as autoridades fiscais é bem ilustrativo da grave perturbação e revolta social que começam a dar sinais de alarme, mas que os agentes políticos tardam em tomar medidas.
As famílias portuguesas estão cada vez mais preocupadas e sem esperança, sentem que estão numa fase de retrocesso social irreversível. A falta de trabalho não é uma oportunidade mas antes um sério ataque à dignidade humana e à estabilidade familiar. Mas é sobretudo nas conjunturas de maior dificuldade que a família enquanto estrutura básica da sociedade aparece como a âncora que nos une a todos. Como nos diz o Bispo do Porto D. Manuel Clemente, um dos mais brilhantes pensadores do nosso tempo: «A margem de manobra é estreita, mas é exatamente por isso que devemos concentrar-nos em salvar o essencial».
SHIP
There are no translations available.
Cerimónias Comemorativas do 151.º Aniversário da Sociedade Histórica da Independência de Portugal 14/05/2012
De 18 a 25 de Maio Exposição “Homenagem a Manuel Ivo Cruz” (Espaço Fernando Pessoa)
Dia 21 de Maio (segunda-feira) 18H30 – Missa na Capela Votiva a S. Nuno de St.ª Maria 20H00 – Jantar comemorativo (por inscrição até 17 de Maio), no Salão Nobre
Dia 23 de Maio (quarta-feira) 18H30 – Concerto do Coro Polyphonia Schola Cantorum, sob a direcção artística do Maestro Sérgio Fontão (Salão Nobre)
Dia 24 de Maio (quinta-feira) 18H00 – Sessão Solene com entrega do prémio Aboim Sande Lemos – Identidade Portuguesa (2011), de diplomas de Sócios de Mérito, Honorários e Beneméritos, assinatura de protocolos e palestra pelo Prof. Arq. Gonçalo Ribeiro Telles, subordinada ao tema “Portugal, que futuro”
Dia 25 de Maio (sexta-feira) 16H30 – “Evocação da Muralha Fernandina através do Traje e da Dança na corte de D. João I”, pela Associação “Danças Com História”
Mensagem do Dia Internacional da Família
There are no translations available.
Last Updated on Monday, 14 May 2012 17:46
Família e Sociedade
There are no translations available.
FAMÍLIA E SOCIEDADE
A Família é a base da sociedade. Logo, esta tem que promove-la e protege-la se quiser subsistir e desenvolver-se.
Não há progresso dos países sem o bem estar e equilíbrio sociais e estes não existem se não houver, primeiramente, bem estar e equilíbrio familiar. Daqui se infere que a prioridade dos governos deve ser sempre a promoção e proteção da Família
As empresas e demais instituições, a economia existem para servir o Homem e consequentemente a Família. Logo, esta deve estar no centro de todas as preocupações e ações governativas.
Tem sido assim em Portugal? Penso que não, muito pelo contrário. Até o próprio conceito de família está diminuído e o Partido Socialista sente necessidade de alterar esse conceito por entender que o atual é redutor. Vamos ver qual vai ser a proposta mas do nosso ponto de vista basta concentrarmo-nos no conceito tradicional.
No momento presente, Portugal tem das mais baixas taxas de natalidade da União Europeia. E porquê? Em primeiro lugar porque não há uma política verdadeiramente incentivadora, sob qualquer aspeto. E a nossa taxa de natalidade, apesar de baixa, é suportada pelos imigrantes. A política a adotar terá que ser multidisciplinar e não apenas financeira que também não existe.
Analisando o contexto atual dir-se-á que a política praticada é mesmo ao arrepio da promoção da taxa de natalidade, da própria família e dos seus direitos. Os cortes na educação, no abono de família, na saúde, o previsto encerramento da Maternidade Alfredo da Costa sem alternativa credível, a politica fiscal, o aumento do IVA, o corte nas deduções do IRS, o desemprego, o aumento da eletricidade e dos transportes, a politica legislativa com manifesto desrespeito pela vida, pelo casamento, a facilitação do divórcio sendo possível um casal divorciar-se em quinze dias sem tempo necessário para amadurecimento de uma decisão tão séria, a não consideração do agregado familiar para pagamento de taxas moderadoras na saúde, o corte nos subsídios dos 13º e 14º meses são verdadeiros atentados à família. Verifica-se assim que o Estado está atuar ao invés dos interesses da família e, consequentemente, da sociedade o que equivale a dizer que tem politicas redutivas.
É urgente que simultaneamente às politicas de redução da divida publica e do défice, se adotem politicas de desenvolvimento e crescimento com vista a uma economia ao serviço do Homem que o mesmo é ao serviço da Família.
É urgente estabelecer politicas que promovam e protejam a Família no seu conjunto e especificidade abolindo conceitos redutores .
À semelhança da Declaração Universal dos Direitos do Homem e da Declaração Universal dos Direitos da Criança deveria promover-se a Declaração Universal dos Direitos da Família igualmente a ser ratificada pelos Estados Democráticos
Maria Valentina da Silveira Machado
Docente universitária
Membro do Conselho Consultivo da CNAF
Resposta às felicitação da CNAF pelos oitenta e cinco anos de vida e sete e Pontificado de Sua Santidade o Papa Bento XVI