Quadragésimo Ano
Há três decénios a Família, pela primeira vez, em Portugal, saiu da esfera do privado para, à semelhança dos países mais desenvolvidos e democráticos da Europa, assumir os direitos políticos que, naqueles países, há décadas, lhe eram reconhecidos e assegurados.
E, se é certo que a família é fonte de equilíbrio e satisfação de cada um dos seus membros, e, consequentemente da própria sociedade, também é verdade que ela sofre o impacto de todas as agressões e disfunções que lhe vêm do exterior e daí, a sua necessidade de apoio e protecção.
Donde, a necessidade de promover a defesa da Família nos vários domínios da vida social, económica, cultural e política, directamente, e por intermédio, da acção conjugada de todos aqueles que nas diferentes áreas, intervêm enquanto decisores, trabalhadores e beneficiários.
Hoje, cada vez é mais decisivo dar a conhecer o que o Movimento Familiar em cada país, em cada Região do Mundo, realiza, a fim de melhor reforçar os objectivos que lhe são próprios, recolhendo da experiência alheia os modelos mais correctos e as melhores práticas, de modo a que a sua intervenção ganhe mais eficácia, coerência e unidade. Só, assim, a Causa da Família ganhará o impacto e a influência necessária junto da Sociedade e do Estado, conquistando o respeito e o reconhecimento a que tem direito como um dos pilares fundamentais do desenvolvimento e do progresso para todos, especialmente, como resposta às necessidades e aspirações familiares, em todas as gerações e em todos os ciclos da vida pessoal e parental.
É, nesta certeza e consciência, que a CNAF tem, ao longo dos anos, procurado dinamizar uma mais eficaz informação às famílias e às suas comunidades. No presente, consideramos que o Site, neste ano de 2010, deve relevar a entrada no quadragésimo ano da sua constituição sendo um espaço de participação e de proposição de militantes familiares e de especialistas, cujas contribuições e recomendações em favor de um acrescido bem-estar das famílias, bem como da consagração dos seus direitos e responsabilidades e da proposta de novos projectos, possam contribuir inovadoramente para a valorização da Família e da sua qualidade de vida.
Num contexto em que a Família já consolidou o estatuto de parceiro social, reconhecida a sua representação e participação pela Constituição da República Portuguesa (Art. 67), e concretizada este, a nível nacional, europeu e internacional, em cujas instâncias a CNAF tem como dever e missão defender e promover o valor e as funções da Família, reivindicando a execução de uma política familiar global, é absolutamente decisivo comunicar e partilhar projectos, programas, acções, utilizando todos os instrumentos ao dispor da acção familiar, de modo a que a informação permita dar a conhecer o tanto que se faz em favor da Família, designadamente nas sociedades dos países mais desenvolvidos, onde o consumismo, o hedonismo e o materialismo, estrategicamente a enfraquecem e, até, a anulam
• Porque a dinamização das estruturas da CNAF estará sempre inacabada, exigindo uma cada vez maior participação a nível associativo e a nível federativo.
• Porque a comunicação interna e externa é vital, requerendo um circuito regular de informação Associações/CNAF/Associações-Sociedade –Orgãos de Soberania.
• Porque a CNAF deverá ser repositório de experiências e fonte constantemente actualizada de conhecimentos da problemática familiar, dos recursos dos seus agentes e de soluções ajustadas e originais.
A CNAF apela a uma mais dinâmica partilha da informação, porque todos precisamos de estar mais unidos e mais coesos na acção familiar
30 Anos passados sobre o início, nós, os militantes familiares, somos e estamos mais fortes de que quando partimos:
Compreendemos, por experiência própria, o valor da Associação e da Organização, por isso permanecemos juntos e fiéis.
Sempre nos sentimos duplamente responsáveis. É que, ao nosso empenhamento pessoal, unimos o das comunidades que representamos e que constituem o particular fundamento das nossas Associações, as Famílias.
Quando lutámos por “Um Estado Pela Família” sabíamos que nos defrontávamos com um mundo de contradições e de egoísmos. Ao ganharmos o direito de cidadania para a Família, estamos hoje a apelar a uma nova luta: a da Família para a Família:
Porque só as Famílias, na solidariedade que as deve unir e organizar, serão capazes de ganhar o futuro, pois são elas as matrizes da Humanidade, as que conhecem na profundidade do dom da vida, o que os seus filhos carecem para se tornarem nas Famílias do amanhã.
Por isso, o novo combate da CNAF neste terceiro milénio é o “da Família para a Família”, numa nova era para a acção familiar em Portugal.




