Bem-vindos!

Tem sido uma longa luta. Por um lado imensamente gratificante (vale sempre a pena lutar por aquilo em que acreditamos, porque só nessa dimensão a Vida tem sentido plenamente), mas, por outro, nem sempre correspondida, mais por desleixo e indiferença do que por oposição real.
Quando começámos o cenário era turbulento, a discussão de ideias opunha, frequentemente, até quem estava do mesmo lado e a própria palavra «familia» despertava ódios, embargos, explsões emocionais que agora nos parecem, no mínimo, descabidas. Se calhar, não eram tanto. Havia demasiadas distâncias, fossos aparentemente instrasponiveis entre grupos sociais, entre gerações, entre ideais que se combatiam, também na arena da palavra.
Medidas que propusemos há 20, há 15 anos, e que são agora acolhidas, finalmente! de braços abertos, foram alvo do maior escárnio, dos maiores ataques por parte da inteligentzia de uma determinada época. Mas houve politicos que apoiaram desde o inicio as nossas propostas, e não lhes deram crédito, como lhes porprocionaram “lastro” para que vingassem nos seus mais nobres ideiais. Infelizmente, e no período pós AD, os governantes deixaram mais uma vez cair em saco roto a politica global da Família e trataram as associações, entre as quais a CNAF que as engloba, como parceiros menores.
Nestes últimos anos essa tendência tem-se invertido. Não da forma plena como desejaríamos, mas com alguns passos e medidas seguras. No entatno o que podemos afirmar é que a Família já ganhou o discurso, mas falta-lhe ganhar o acto em todas as suas dimensões, aspirações e expectativas. Um novo Parlamento, uma nova legislatura. Agora, mais do que nunca, é altura de pensar para melhor decidir. Quem nós escolhermos deverá defender com mais eficácia os direitos e os interesses morais e materiais da Família. E esta, em última análise, como nenhum pais desenvolvido já o ignora, é o pilar, a base, o ponto de apoio, a célula a partir da qual é possivel sonhar e construir um futuro melhor.
Maria Teresa da Costa Macedo
Presidente




